segunda-feira, 27 de Julho de 2009

gosto de CD's originais [cinco]

Principalmente quando são oferecidos. Como já vem sendo hábito.

No outro dia recebi tantos que ainda não os consegui ouvir a todos.
Comecei com o Novos Talentos da Fnac, no carro, para ver como estava a música portuguesa.
Os Golpes, para relembrar o Alive!.
Fight Like Apes, "Fight Like Apes and the Mystery of the Golden Medallion" que ouvi na loja e gostei, veio parar-me às mãos, um CD vermelho, estilo banda desenhada, bonitinho de se ter.
E depois o Jorge Cruz, o mesmo que produziu os Golpes, da FlorCaveira, com o seu próprio CD que andava há muito tempo à procura. Poeira. Este ainda não abri. Quero que a minha primeira audição seja atenta.
O cheiro da loja é doce misturado com velho e faz-me sorrir sempre que lá entro. Gosto do balcão de madeira, dos empregados velhinhos com os casacos do antigamente e das prateleiras cheias de cores e de de diferentes tons do castanho do chocolate. Fica na Rua Garrett, a confeitaria, vende doces, licores, vinhos especiais. Já deve ter mais de 100 anos, não sei. Os senhores sorriem sempre, como se trabalhar com tanto chocolate os amolecesse. Vendem bombons ao peso. A AB compra sempre daqueles da Regina, com a prata às cores. Daqueles que já não se encontram em quase lado nenhum. Vêm guardados num cartuchinho de papel que faz parte da magia da loja, na medida certa dos dois euros que ela pede. Gosto dos bombons da confeitaria da rua Garrett. E gosto de os comer na redacção quando a AB os distribui por nós.

domingo, 26 de Julho de 2009

começar no Algarve e acabar em Oeiras

O meu Sábado teve mais que 24 horas. Daqueles dias que não acabam, que começam de uma forma e terminam de outra. Depois de um baptizado de muitas horas no Algarve, em que fiz amizade com um bébé britânico que parecia um pequeno buda e só se ria para mim, zarpámos para lisboa à velocidade da luz. O objectivo era conseguir apanhar a sessão da meia noite num qualquer cinema, para ver um qualquer filme pipoca que não obrigasse a pensar e a relembrar uma catrefada de gente despipocada do miolo que andava pelo tal baptizado. Um telefonema imprevisto da M. fez alterar os planos: guitar hero, banda completa, pela noite fora. Não precisámos de mais nada e seguimos para Oeiras, onde se ia dar a competição de homens contra mulheres, regada a muito bacardi com sabor a framboesa. Comecei no baixo, o meu instrumento de eleição, para rapidamente passar para a bateria, que me viciou. Muitas gargalhadas, músicas cantadas aos berros, restart e skip song depois, cheguei a casa já perto das seis e dormi como se não houvesse amanhã. E uma coisa é garantida: nunca mais vou ouvir o "Human", dos The Killers, da mesma forma.

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

só conto os dias que faltam para as férias.

terça-feira, 21 de Julho de 2009

24

és pequenino hoje. Parabéns :) gdtz!

domingo, 19 de Julho de 2009

perdi o concerto do ano

mas não me importei. Nem me lembrei dele. Eram sete da manhã quando caí na cama. A cara de felicidade da M e o F, o significado dos votos, o acreditar que há amor para sempre e o clima de festa constante são impagáveis. Tantas horas de dança que não sinto os pés. Maquilhagem borrada de algumas lágrimas. E as oito [fora a noiva, que ia espectacular] lindas de morrer. 

sei que estou a ficar velha quando... [dez]

são sete da tarde e a ressaca ainda não passou.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Feitios

quero tudo à minha maneira. Quando não tenho, amuo. Mas os meus amuos ou duram pouco ou dão-me para a tristeza. E depois a tristeza arrasta-se. Até que durmo sobre o assunto e passa.

Até amanhã.

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Bob Dylan em modo cover

depois de ter ouvido, no concerto, a versão de Dave Mattews Band de "All Along the Wachtower", de Bob Dylan, fui revisitar a original, a de Jimi Hendrix, a de Neil Young e ainda encontrei uma de U2 que não conhecia.

Não sei qual prefiro.

sei que estou a ficar velha quando... [nove]

... faltam cinco dias para o casamento de uma das minhas melhores amigas.

domingo, 12 de Julho de 2009

Alive, em resumo

depois da semi-desilusão do primeiro dia, o segundo foi uma surpresa positiva. Já se adivinhava bom mas não esperava tanto dos concertos que vi, especialmente de Late of the Pier, que deram um espectáculo de energia, movimento, cor e música que me fez lembrar os concertos frenéticos de Patrick Wolf. Foi uma excelente surpresa. O dia tinha começado com The Gaslight Anthem, que é o meu vício do momento e serviu para aquecer. Ao final do dia, no palco secundário, de destacar Does it offend you yeah?, que deram um concerto cheio de energia mas que não vi até ao fim porque quis ir para Placebo. E não me desiludi! Gostei da maneira como as músicas eram alteradas para trazer algo de novo e do espectáculo visual. No final, apenas um olhar rápido a Prodigy (não sou grande fã) para ir para o palco secundário ver Ting Tings, que até os Ghostbusters cantaram.

Ontem, só queria mesmo ver Dave Mathews Band. Antes ainda me entretive com X-Wife e vi um pouco de Los Campesinos!. Chris Cornell manteve-se ali nos anos noventa, que é aquilo que ele sabe fazer bem, mas não chegou a aquecer. E Black Eyed Peas deram um concerto muito visual e divertido. Para DMB consegui um lugar nas grades, onde via tudo, o palco completo e o ecrã. Valeu a pena. DMB foram melhor recebidos que Metallica, dois dias antes, com o público a chamar pela banda em uníssono. Depois do concerto do Atlântico, que adorei, este foi ainda melhor. #41 foram vinte minutos de música com uma coesão inacreditável, Dave Mathews interagiu com o público e regressou para dois encores, Crash into me e All allong the Watchtower levaram o público ao rubro. 

Dave Mathews Band na fila da frente

encostada ao metal da grade, em transe. O melhor concerto deste ano.

10 razões para odiar festivais de música

[e o que nos leva a gostar deles]

Eu, fã assumida de música e de festivais, enquanto me arrastava para casa depois do terceiro dia de Alive, pensava porque raio gostamos tanto de uma coisa que até é, de certa forma, desagradável. E cheguei a algumas conclusões:

1. O bilhete é caro e obriga-nos a comprar o passe para os dias todos enquanto rogamos pragas aos chulos da promotora.
Mas interiormente queremos mesmo ir aos dias todos, mesmo que não compensasse, porque nos divertimos muito mais em ir todos os dias e a ver uma carrada de concertos.
2. Há pó por todo o lado, é preciso andar quilómetros para chegar a algum lado e não há sítios para sentar.
Mas dá aquela sensação de Verão, de férias, de adolescência, de amigos e de descontracção, tanto que passamos o dia sentados no chão e não nos importamos nada.
3. Temos de fazer piscinas entre os vários palcos para vermos o que queremos.
Mas variamos entre vários estilos e não vemos só o mainstream.
4. Só há cerveja, é cara e não tem gás.
Mas conseguimos bebê-la aos litros e com a maior vontade do mundo.
5. É preciso esperar imenso tempo para ouvir a banda que queremos mesmo.
Mas entretanto descobrimos coisas novas que gostámos.
6. As casas de banho são nojentas.
Mas com toda a cerveja cara e sem gás que já bebemos nem notamos.
7. A comida é de plástico e estupidamente cara.
Mas comer um cachorro do psicológico às 3 da manhã sabe pela vida.
8. A fila do multibanco é interminável.
Mas compramos sempre alguma coisa gira nas lojinhas de artesanato.
9. Há milhares de pessoas que nos dão encontrões e criam filas em todo o lado.
Mas encontramos sempre aquele amigo que não vemos há mil anos ou fazemos amizade com os tipos que estão ao nosso lado no concerto porque está tudo na mesma onda.
10. Demoramos horas a sair do recinto e a chegar até ao carro.
Mas encaramos essa travessia como uma espécie de medalha de honra e, no percurso, relembramos os melhores concertos, os momentos mais palermas da noite e dizemos palhaçadas.

Conclusão? Venham mais, muitos mais, sempre. [impressões sobre os outros dois dias de Alive amanhã, que hoje faz-se tarde]

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

day one

O primeiro dia de Alive soube-se a pouco. Não havia nada, tirando Metallica, que eu quisesse verdadeiramente ver. E o concerto de Metallica foi vários pontos abaixo do que estava à espera, de tal modo que acabei a noite a conversar, de cerveja na mão, com o C., a ouvir o James com pouca atenção.

Do resto do dia pouco a registar, era de facto o dia mais fraco. Surpreendeu-me pela positiva os Delphic, que não conhecia e gostei da mistura electrónica com rock que me fez lembrar Cut Copy. Gostei de Air Traffic, de quem só conhecia aquela música do anúncio da Super Bock e cujo concerto me deu vontade de ir ouvir o CD com atenção [Muse encontra-se com Editors, o que me parece bem!!!]. E, em TV on the Radio, que já tinha visto no SBSR, fui disparada para o pé do palco quando começaram os primeiros acordes do Wolf like me. Klaxons desiludiu-me, esperava mais a melhor, vi uma repetição do que já tinha visto no SBSR mas até achei que estavam com menos pujança. E, estranhamente, até gostei do espectáculo apresentado por Slipknot, uma banda que não me diz nada [mas o vocalista tem uma voz brutal].

Hoje é dia de palco secundário, começando com Gaslight Anthem, o meu mais recente vício, seguido de Late of the Pier, Hadouken! e Does it offend you yeah? O momento alto, para mim, vai ser Placebo, que nunca vi. E, não sendo grande fã de Prodigy, vou aguardar o concerto com curiosidade.

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Sei que estou a ficar velha quando... [oito]

Bocejo de sono na discoteca.

madrugadas [um]

questionar. Sempre. Mesmo quando tudo parece garantido, óbvio e decidido. Questionar, sempre, se é assim que faz sentido, neste lugar, nestas funções, com esta vida. Questionar, sempre. Porque um dia, às vezes, o que achamos certo é errado e o que achamos eterno termina... e aí foge-nos o chão debaixo dos pés.

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Alive

três dias de concertos, pó e vento.

Adoro.

evidências [seis]

os sofás estão caros.

terça-feira, 7 de Julho de 2009

A despedida de solteira de uma das minhas melhores amigas não meteu strippers mas teve direito a horas de piscina, conversa sem parar (temos a capacidade de falar durante horas e do assunto nunca acabar), muitas horas a dançar, copos atrás de copos, coreografias, carradas de fotos e até de peixeirada no aeroporto.

Fez-me pensar em como estamos crescidas, em como os temas de conversa mudaram ao longo dos anos. A M., companheira inseparável de saídas para a Kapital à quinta-feira (mesmo em véspera de exames) e ao sábado, de cenoura do rio só porque bebíamos sem pagar e de muitas férias passadas em tendas a descer o alentejo até ao algarve, a M., que visitei em Salamanca durante nosso Erasmus, com quem partilhei tardes de estudo, horas de conversa ao telefone, lágrimas e risos, dias de praia e olhares que dizem tudo. A M., que vejo com orgulho na televisão, que encontro em trabalho no Parlamento, que conta confiante os preparativos para o casamento e que se ri sempre que relembramos a noite em que arrastei o noivo dela para casa, de tão bêbado que ele estava. A M. é a primeira e, por ter partilhado tanto com ela, faz-me sentir crescida. Mas contente por ter com quem passar esta evolução e poder olhar para trás e recordar momentos tão bons.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

uma semana de folgas

que começam amanhã, bem cedo, a caminho de uma despedida de solteira.

Faz corninhos e demite-se

Manuel Pinho, ministro da Economia, fez cornos à bancada do PCP e a seguir demitiu-se.

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