terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Arcade Fire: vamos voltar a ouvir falar deles em 2009

Em 2008 quase não deram sinais de vida, mas em 2009 vamos voltar a ouvir falar muito deles. Uma das mais importantes bandas rock da actualidade, os canadianos Arcade Fire, está a trabalhar num novo álbum de originais, o terceiro da sua carreira depois de "Funeral" e "Neon Bible".
Mas não só. O vocalista Win Butler, a sua mulher Régine Chassagne e o músico Owen Pallett (Final Fantasy), compuseram a banda-sonora do filme "The Box" do realizador Richard Kelly, conhecido pelo filme "Donnie Darko".
Mas ainda há mais, nomeadamente um documentário que reflecte a feitura do álbum "Neon Bible" e a longa digressão que se seguiu - quem não se lembra do memorável concerto, em 2007, no Festival Super Bock Super Rock em Lisboa? O filme, de título "Miroir Noir", será editado em DVD em Março. Entretanto, encontra-se disponível em www.miroir-noir.com/download um tema original, "Burning bridges" - versão instrumental de "Burning bridges, breaking hearts" que o grupo toca ao vivo -, resultante das gravações de "Neon Bible", que nunca chegou a ser editado.
roubado daqui

Tão bom.

O que eu quero em 2009

Ter força para retomar o ritmo louco dos caracteres cor de salmão.
Ter tempo para ver os meus amigos de sempre e rever os amigos antigos.
Ter concertos, ter livros, ter filmes.
Ter inspiração para escrever.
Ter muitos mais dias bons que dias maus.
Ter beijos, ter mimos.
Ter uma casa minha.
Ter a felicidade possível que os dias permitem, e sentir-me feliz com isso.

Somos 21 numa casa

medo...

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Fazer figas afinal resulta*

Já lá estás! E tu mereces!

*nem que seja só na minha cabeça.

sábado, 27 de Dezembro de 2008

Bairro Alto, bar de sempre, seguido de moscatel, descida pela Rua do Alecrim até ao Tóquio, a música de sempre, divirto-me sempre da mesma maneira. E é sempre muito.

São as rotinas que não me importo de repetir.

sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

há certas expressões que ficam, que são usadas ligeiramente em segredo, que continuam a enternecer-me.

O Natal é um papel de embrulho amarrotado

É sempre a sensação com que fico quando estes dois dias acabam, depois de o mês inteiro a ansiarmos por eles. Passa demasiado depressa, com demasiado stress. Este ano praticamente não desfrutei do Natal. Entre cozinhar, pôr a mesa, fazer telefonemas, responder a mensagens, organizar embrulhos e transportar comida entre a cozinha e a sala sobrou-me pouco tempo para conversar, para rir, para apreciar a árvore cheia de cores. Abrimos os presentes meio a correr, um pouco antes da meia noite, numa confusão de papel amarrotado, porque outros compromissos assim o obrigavam. Na Consoada, sobrou apenas uma pilha de papel rasgado e o cheiro a velas perfumadas misturado com bacalhau. No dia de Natal repetiu-se a dose do pôr a mesa, do equilibrar-me em cima dos saltos altos, do respirar fundo e mediar conflitos estilo guerra fria na mesma mesa, de comer demasiado e de haver demasiada loiça. Depois sair de casa, nova troca de presentes, sorrisos, finalmente consegui parar. E pensar que o Natal estava aí mas que estava a acabar. De pensar que é um pouco parva esta festa que celebra um nascimento, desta festa religiosa que deixou de ser religiosa. De pensar que antes ia à missa do Galo, e à missa do dia de Natal, e que a certa altura até isso deixou de fazer sentido. E que, quando fiquei mais velha e deixei de acreditar [tanto] em Deus, e desde que quando fiquei mais velha e deixei de ligar [demasiado] aos presentes, que trabalho até dia 23, talvez dia 24, novamente dia 26, muito do Natal se perdeu. E passou em fast forward e eu não o consegui travar.

Tive verdadeiro prazer a comprar presentes, porque o fiz com tempo. Escolhi com atenção cada um deles, comprei para pessoas que normalmente não costumo comprar, só porque sim. Foi a parte boa. Isso e os quilos de doces que comi.

Gosto de CD's originais

Sobretudo oferecidos.
Este Natal deram-me este [obrigada!]. É um exemplo de um daqueles que, se não me oferecessem, iria comprar. Gosto de receber CD's, bem escolhidos. Oferecer um CD é difícil. Tendo em conta a facilidade com que se sacam álbuns da net, a escolha de um CD para oferecer tem de preencher uma data de requisitos: ser bom o suficiente para "valer a pena" ter o original, ter a certeza que a outra pessoa ainda não tem, ou que adora a banda. Oferecer um CD é, para mim, como oferecer um livro. Difícil, pessoal e intransmissível. Determinado estilo para determinada pessoa. E só o faço quando tenho a certeza que é a escolha certa. Gosto quando me oferecem CD's, e livros, sem perguntar, e acertam, porque sabem que a opção só pode ser aquela.

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Um dia para [a noite] de Natal

Podem devolver-me o Chiado, por favor?

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Esta noite sonhei com Cabo Verde sem nunca lá ter estado.
Eu gostava que coisas boas acontecessem a pessoas boas. Gostava que as pessoas boas nunca tivessem azar. Nunca ficassem doentes. Que, no dia em que tivessem de morrer, morressem sem sofrimento, tranquilamente, no sono. Eu gostava que o Mundo fosse um bocadinho mais justo para as pessoas boas. Para as ingénuas. Para as simples. Eu gostava que a Vida fosse mais simples para as pessoas boas.

A menina dança?

Um dia gostava de ouvir esta frase, tímida ou decidida, tanto faz. Levantar-me devagar para não amarrotar o vestido, equilibrar-me sem dificuldades em saltos altos de dez centímetros e dançar uma valsa perfeita.



sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Fazer economia é ficar entusiasmada com coisas tipo aumentos de capital e encarar fusões e aquisições como a maior notícia do século.
E dizer piadas que ninguém percebe.

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

nostalgia é

escrever o último texto da noite a ouvir uma carvalhesa.

come again?

Os EUA dão uma ajuda de 750 mil milhões de dólares ao sistema bancário mas não aprovam uma linha de crédito de 35 mil milhões para a indústria automóvel.
Como diria o Jon Stewart, o Senado não sabe o que os bancos fazem e dá-lhes dinheiro mas sabe o que os fabricantes de carros fazem e não lhes dá dinheiro.
É para não se ficar a pensar que os senadores são ignorantes (e que sabem perfeitamente o que fazem os bancos)?
passam-se demasiadas coisas mas eu prefiro não pensar nelas. Só acontecem para o ano. "Para o ano" está quase aí e pode ser um ano importante. 2008 também o foi. Fico sempre introspectiva nesta altura, a rever o que passou, a pensar no que aí vem. Especialmente quando vem mudança. Regressos a ritmos antigos. E novas realidades. Mas nessas prefiro não pensar ainda.

domingo, 14 de Dezembro de 2008

06.27

é bom saber que ainda me divirto tanto na [nova] Kapital, com as amigas de sempre, como me divirto no Tóquio ou na Academia.


a Kapital continua igual. Relembrar músicas e noites antigas. Dançar até cair. Entrar logo porque conhecemos quem está à porta. Ter senhas de bebida porque o RP é amigo da amiga. Rir. Conversar na casa de banho. Ser vítima de engates foleiros. Fazer coreografias parvas. Saudades dos velhos tempos, das três noites seguidas, todas as semanas, mesmo em véspera de exames, na Kapital.

sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Quando for grande

Quero ser uma Gogol Bordello chinesa cheia de pinta!

E continuar a ver concertos sem me cansar...

quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

e esta música que toca em repeat faz-me ter saudades de momentos que nunca tive, que não tive coragem de agarrar, que nem sequer consegui imaginar.

Hoje

Direitos Reservados

Gogol Bordello é festa, é fanfarra, é energia. Quero cansar-me de tanto saltar. Logo à noite, no Campo Pequeno, para fechar em grande um ano de concertos.

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

ontem, antes de adormecer, ainda lancei para o ar... Quero uma tatuagem.
Com o quê? perguntou-me ele pacientemente, quase a dormir mas sabendo que se não me respondesse ia insistir até o acordar de vez.
Não sei, respondi. Mas quero uma tatuagem no peito do pé.

Pode parecer capricho (como muitos momentos meus são) mas a vontade de fazer uma tatuagem começou a surgir quando comecei a trabalhar. Senti que houve um momento de transição e queria, de alguma forma, assinalá-lo. E assinalar a evolução que tenho tido, o estar a fazer aquilo que sempre quis (desde os dez anos, antes queria ser cantora). Quero uma tatuagem, provavelmente o símbolo maori da espiral (que representa evolução e transição) ou uma flor de cereja (que representa, na mitologia japonesa, a força feminina). Quero uma tatuagem mas ainda não encontrei o desenho certo. Acho que só a vou fazer quando vir uma imagem e perceber, é aquela. Não quero uma coisa banal. E entretanto, enquanto procuro a imagem certa, vou inventando desculpas para não a fazer.

my kind of christmas


segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

gostei

Adoro animação e esta é das melhores que já vi. O filme é puro e simples. Uma história de amor peculiar. E uma crítica social interessante. Apaixonei-me pelo Wall-e. A sério!

dias assim sabem bem

De acordar às duas da tarde. De tomar um pequeno almoço longo, à hora de almoço. De aproveitar os poucos raios de sol e depois, quando o frio começa a apertar, de preguiçar no sofá, livro ao colo, óculos na ponta do nariz. De Trocar músicas. De fazer parvoíces. De rir com as notícias parvas e com a bola de ouro do Cristiano Ronaldo. De não dar pelo tempo passar e de repente já ser horas de ir embora. E não aconteceu nada de especial, nada digno de relembrar, nada que tenha fotografado, mas vim contente. Dias de nada sabem bem.

sábado, 6 de Dezembro de 2008

04.27 da manhã

e eu tenho soluços.

sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

20 dias para o Natal

Deixei na Fnac mais dinheiro do que aquele que deveria gastar. E ainda faltam seis presentes.

ironias [um]

ter saudades de alguém que mora a dez minutos de carro/a uma via rápida de distância.

hoje comprei-o

Já o tinha desde Agosto em formato digital mas não resisti a levá-lo (caríssimo) para casa. Há bandas que não consigo não ter o CD. E este álbum, ainda que mais electrónico, faz-me pele de galinha.

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

a música certa na sala errada


tinha tudo para correr bem, o concerto de Santogold ontem durante o Superbock in Stock. e, para a maior parte do público, correu. Para mim não chegou a aquecer. Num Tivoli esgotadíssimo (muita gente ficou à porta, eu fui das últimas a conseguir entrar), com pouco espaço para dançar, demasiado iluminado e com demasiadas pessoas a entrar e a sair, constantemente. Demasiado ruído para um concerto que valeria a pena, bem a pena, noutro espaço. Santogold respira palco e as bailarinas são espectaculares, mas não me conseguiu convencer, talvez pela dificuldade que tive em adaptar-me àquele espaço para aquele concerto, que se esperava óptim e foi, para mim, apenas bom.

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

23 dias para o Natal

Arrasto os pés pelo Chiado, espreitando de leve as lojas, só as montras. Devia estar a fazer compras de Natal frenéticas, mas não me apetece. Devia estar a procurar aquele presente especial, mas estou vazia de inspiração. Parece-me tudo muito banal, muito normal, muito material. Olho ao de leve e não tenho vontade de comprar nada. Vazia como um balão. E volto para o pasquim de mãos vazias.

A cabeça, essa, está cheia. De dúvidas, de ansiedade, de medos, de expectativas.