Hoje pedia uma noite sem insónia.
quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
terça-feira, 26 de Agosto de 2008
domingo, 24 de Agosto de 2008
tentativa
sendo Carneiro como sou, tenho normalmente trinta mil projectos e novos entusiasmos. Muitas vezes acabo por desistir deles, não sou paciente ou perseverante o suficiente para esperar por resultados. Ou farto-me. É isso que me dizem quando digo que vou aprender guitarra. Tenho hoje a minha primeira "aula" e o meu "professor", que me conhece bem, acha que vou desistir no fim. Não quero ser profissional, mas quero ao menos aprender a tocar uns acordes!!!!

direitos reservados
Chegámos atrasados, mas ainda a tempo de ver meio concerto. Apesar do vento que se fazia sentir na baía de Cascais, Pedro Abrunhosa é sempre bom em palco, goste-se do estilo ou não. Eu acho-o pretensioso e arrogante, demasiado artista. Mas a banda que o acompanha merece todo o respeito e ele é um excelente declamador, escritor e entertainer. Só não canta... Ainda conseguimos ouvir os clássicos: Lua, É preciso ter calma, Tudo o que eu te dou e Momento. Apesar da consistência de Pedro e da banda em palco, há uma atitude de desprendimento com o público que não gosto. Abrunhosa é um músico estudado, algo frio e pouco espontâneo, embora absolutamente frenético.
quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Perco pins em todo o lado. No metro. Na redacção. Nos sofás de várias casas. Em concertos, sobretudo. O último, amarelo com um gira-discos desenhado, ficou no Sudoeste. O que vale é que há sempre quem mos reponha, para que nunca me faltem.
terça-feira, 19 de Agosto de 2008
A falta de resultados, o cansaço e a frustração levam a comentários despropositados e desculpas fáceis. Os atletas portugueses em Pequim estão a ser crucificados por todos, até pela imprensa internacional, que apelida de “ridículas” as desculpas dadas por quem ficou aquém das expectativas. Se é lógico o presidente do comité olímpico anunciar que não se recandidata? Na minha opinião, não neste momento. Se a moral está baixa, agora fica pior ainda, até pela responsabilização dos atletas. Claro que os resultados não foram os esperados, mas levantar esta agitação ainda durante os Jogos é atirar a toalha ao chão e desistir. A roupa suja lava-se em casa, ou seja, no regresso a Portugal. Se Gustavo Lima decide abandonar a modalidade porque não tem apoio suficiente, é com ele. Se a Naide Gomes falhou o salto, falhou. Não há nada a fazer agora, a não ser lidar com a desilusão. Se os atletas devem ser responsabilizados? Não sei se concordo. Resta-nos a Vanessa, que trouxe prata para casa.
sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Big Brother is Watching You...
70 anos depois de terem sido escritos, a blogosfera publica os Diários de George Orwell, autor de "1984". Para quem gosta da "desutopia" do autor vale pena espreitar... aqui

Chinesas vencem ginástica desportiva por equipas (mas com polémica sobre se terão cumprido as idades mínimas para participarem nos jogos)... aqui
É o que mais me faz vibrar nos Jogos Olímpicos. Lembro-me das muitas horas de treino diário, dos fins-de-semana de estágio, de ser a mais pequena, a mascote, e andar com "os grandes" pelo país fora, de me prepararem para os europeus depois de ter ganho todos os nacionais, de ter menos de doze anos e fazer acrobacias em cima dos aparelhos, mortais, karpas, pinos olímpicos para subir para a trave, cinco flics seguidos e parar direitinha, ter medo da trave, cair, magoar-me, subir outra vez, voltar a cair, três aulas de ballet por semana para movimentos graciosos, arrancar bifes das mãos nas paralelas, dar cabo dos joelhos para fazer dois mortais seguidos no solo, e dos pulsos para fazer cambiadas, rodarem-me os ombros sem ligarem às lágrimas, pressionarem-me na esparregata, obrigarem-me a repetir mil vezes o salto de cavalo, chegava ao final de cada treino cansada, músculos doridos, nódoas negras, magnésio nas mãos, tirava as sapatilhas tiger pequeninas porque preferia treinar descalça, sentia melhor a trave, aderia mais ou solo e não escorregava nas paralelas, os treinadores andavam comigo ao colo e, a seguir à S., mais velha e experiente, era a esperança de levar o clube aos europeus, mas à força de tanto cair e me dobrar as costas e os cotovelos não aguentaram, a fisioterapia não ajudou e tive de me conformar, despedir-me dos aparelhos artísticos e passar para os menos glamourosos trampolins...
quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
e depois de [tentar] arrumar a minha estante
vou ter de rearrumar tudo. Comprei mais dois livros nos saldos da Fnac. É mais forte que eu.
livros
[Tentei] arrumar a estante dos livros. São quatro prateleiras cheias de volumes de todas as cores e tamanhos. Mais outras duas prateleiras, noutra estante, com livros académicos e da profissão. Já não tenho espaço. Tenho de escolher os que tirar e levar para a outra casa. Devagarinho foram indo os livros da minha infância. A colecção Uma Aventura, os Cinco, a Lua de Joana, todos os heróis que povoavam o meu imaginário. Esses já foram todos. Começa a ser cada vez mais difícil seleccionar quais retirar da estante para que caibam os novos. Parece que os estou a repudiar. Gosto de ter os meus livros ao pé de mim. Cada um dos que eu já li faz-me lembrar um momento da minha vida, conta-me a sua história e relembra-me a minha. Os livros novos continuam a chegar porque eu não consigo parar de os comprar. Tenho mais de 15 ainda por ler. Outros tantos por pedir emprestados. À espera do momento certo, da vontade exacta para conhecer e nunca mais me esquecer da história que eles têm para contar.
Um dia vou ter uma sala inteirinha para os meus livros. E, vá lá, uma estante para Cd e DVD [a informática ajuda a poupar espaço nas prateleiras].
terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Sudoeste ou a desilusão Franz Ferdinand
Chegámos tarde e a más horas, sem conseguir falar com quem nos reservara lugar no parque de campismo da Zambujeira. A alternativa foi, portanto, o acampamento do recinto. Duas noites sem dormir [quem já lá esteve sabe do que falo e por isso não preciso de me alongar com pormenores sobre gritos de guerra, apitos, tachos a bater alvorada e pó, muito pó] e a tomar banho de biquini. Simpático. Principalmente o André de Gondomar e companhia, que berravam o tempo todo, caíam por cima da nossa tenda e imitavam macacos e cabras às sete da manhã. Não interessou muito porque SW não é noites de sono, é praia e concertos.
Sexta-feira ainda conseguimos apanhar o final de Goldfrapp e vimos Chemical Brothers, com um castiço do Porto ao nosso lado que berrava constantemente "agora é que é!!!", "põe o CD" e "Toca o Salmon Dance!!!!" De rir. A primeira parte do set foi a abrir... a segunda foi mais melódica. E música eletrónica melódica, com cansaço acumulado, aborrece-me e dá-me sono...
Sábado aproveitámos praia, muita praia, subindo e descendo 196 degraus na Zambujeira, empanturrámo-nos de cerveja e carrochos quentes e vimos bons concertos. Pontos Negros, no palco secundário, foi uma boa surpresa. Dizem que podem ser os novos Linda Martini. Não achio tão bons a nível de instrumentos, mas gosto mais da voz. Brandi Carlile, embora não goste da voz, que me mexe com o sistema nervoso deu um bom concerto. Foi mais do que aquela música do anúncio e quando tocou uma versão de Hallelujah do Leornard Cohen ganhou o público. David Fonseca com um espectáculo consistente que não me surpreendeu porque foi um coliseu versão resumida, com corações e confettis incluído, mas não deixou de ser bom por isso. Falhei Camané e dispensei Tiago Bettencourt para ver Nitin Sawhney, óptimo mas demasiado calmo para a hora tardia e para o ambiente.
Sexta-feira ainda conseguimos apanhar o final de Goldfrapp e vimos Chemical Brothers, com um castiço do Porto ao nosso lado que berrava constantemente "agora é que é!!!", "põe o CD" e "Toca o Salmon Dance!!!!" De rir. A primeira parte do set foi a abrir... a segunda foi mais melódica. E música eletrónica melódica, com cansaço acumulado, aborrece-me e dá-me sono...
Sábado aproveitámos praia, muita praia, subindo e descendo 196 degraus na Zambujeira, empanturrámo-nos de cerveja e carrochos quentes e vimos bons concertos. Pontos Negros, no palco secundário, foi uma boa surpresa. Dizem que podem ser os novos Linda Martini. Não achio tão bons a nível de instrumentos, mas gosto mais da voz. Brandi Carlile, embora não goste da voz, que me mexe com o sistema nervoso deu um bom concerto. Foi mais do que aquela música do anúncio e quando tocou uma versão de Hallelujah do Leornard Cohen ganhou o público. David Fonseca com um espectáculo consistente que não me surpreendeu porque foi um coliseu versão resumida, com corações e confettis incluído, mas não deixou de ser bom por isso. Falhei Camané e dispensei Tiago Bettencourt para ver Nitin Sawhney, óptimo mas demasiado calmo para a hora tardia e para o ambiente.
Entretanto andámos para cima e para baixo entre recinto e campismo para termos um colchão decente e ainda consegui levar com um pau na cabeça... o J. que o ano passado me atirou para a vala ao som de Arctic Monkeys, tentou fazer um lançamento da vara ao estilo Jogos Olímpicos que não correu bem. Frio de rachar, calções de banho roubados e muito cansaço acumulado, seguiram-se poucas horas de sono com o consolo de saber que era o último dia de tenda, a dormir em cima de um calhau de um lado e de uma vala do outro.
Domingo foi dia de dormir, dormir, dormir. Chegámos à praia às duas da tarde e foram quatro horas de sono seguidas. Por causa de tanto dormir [e de desmontar a tenda e arrumar a tralha, porque a seguir a Franz Ferdinand regressávamos a Lisboa] perdemos, mais uma vez, Tara Perdida. Vimos um pouco de Vicious Five, melhores do que tinha visto no Mundo Mix há dois anos, com mais à vontade e óptima presença em palco. Xutos compensaram não ver Tara, porque Xutos é sempre Xutos e sempre bom, e tiveram a companhia de Jorge Palma (que também não vimos) numa das músicas. Ainda consegui ver três músicas de Shout Out Louds (incluindo You are Dreaming, a única que realmente queria ouvir, e que abriu um concerto com o público pouco convencido mas com esforço positivo dos suecos) e seguimos a correr para o palco secundário para ver Cut Copy. Estes senhores deram um óptimo concerto, numa mistura entre rock e electrónica, que a mim me faz lembrar New Order com guitarras de Editors. Desconhecia, mas o hype que se tinha gerado em torno deles fez-me acompanhar com curiosidade, e gostei. Foi o melhor concerto do festival inteiro. Porque Franz Ferdinand, embora esperados com grande expectativa, teve problemas. Duas falhas na corrente no início do concerto quebraram a moral do público e da banda. FF acabaram por dar um concerto morno, sem grande presença em palco, conseguindo fazer-me saltar apenas em Take me Out e fechando, claro, com This Fire. no geral, FF deram um concerto muito fraco, morno, sem carisma ou espectáculo. Uma desilusão. Há bandas que realmente é melhor ouvir em CD.
Eram quase três da manhã quando nos pudemos no carro para voltar para casa. Adormeci pelo caminho e tive pesadelos com acidentes horríveis. Quando chegámos, às cinco da manhã, cansados, sujos e com o carro cheio de pó, como é tradição, nem queríamos acreditar que tínhamos uma cama para dormir... e que dali a quatro horas estávamos a pé para ir trabalhar!!!
Domingo foi dia de dormir, dormir, dormir. Chegámos à praia às duas da tarde e foram quatro horas de sono seguidas. Por causa de tanto dormir [e de desmontar a tenda e arrumar a tralha, porque a seguir a Franz Ferdinand regressávamos a Lisboa] perdemos, mais uma vez, Tara Perdida. Vimos um pouco de Vicious Five, melhores do que tinha visto no Mundo Mix há dois anos, com mais à vontade e óptima presença em palco. Xutos compensaram não ver Tara, porque Xutos é sempre Xutos e sempre bom, e tiveram a companhia de Jorge Palma (que também não vimos) numa das músicas. Ainda consegui ver três músicas de Shout Out Louds (incluindo You are Dreaming, a única que realmente queria ouvir, e que abriu um concerto com o público pouco convencido mas com esforço positivo dos suecos) e seguimos a correr para o palco secundário para ver Cut Copy. Estes senhores deram um óptimo concerto, numa mistura entre rock e electrónica, que a mim me faz lembrar New Order com guitarras de Editors. Desconhecia, mas o hype que se tinha gerado em torno deles fez-me acompanhar com curiosidade, e gostei. Foi o melhor concerto do festival inteiro. Porque Franz Ferdinand, embora esperados com grande expectativa, teve problemas. Duas falhas na corrente no início do concerto quebraram a moral do público e da banda. FF acabaram por dar um concerto morno, sem grande presença em palco, conseguindo fazer-me saltar apenas em Take me Out e fechando, claro, com This Fire. no geral, FF deram um concerto muito fraco, morno, sem carisma ou espectáculo. Uma desilusão. Há bandas que realmente é melhor ouvir em CD.
Eram quase três da manhã quando nos pudemos no carro para voltar para casa. Adormeci pelo caminho e tive pesadelos com acidentes horríveis. Quando chegámos, às cinco da manhã, cansados, sujos e com o carro cheio de pó, como é tradição, nem queríamos acreditar que tínhamos uma cama para dormir... e que dali a quatro horas estávamos a pé para ir trabalhar!!!
o meu mundo
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Been there, done that (não sei porquê mas o mapa não mostra a China...)
Em breve (Setembro) vou adicionar a Polónia à lista.
segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
2+10=1
a começar com música e a acabar com música no palco secundário do Sudoeste.
de concertos, de festivais, de mais concertos em recinto aberto ou fechado com pó ou sem pó, de troca de CDs e pens com coisas novas.
de conchinhas e garrafas de areia, de praia mesmo quando está frio, de sol, de sal.
de Meco.
de Anatomias.
de fotografias lomográficas.
de Bairro Alto, de Tóquio, de Plateau, de Alfama, de Castelo, de exposições, de Marginal.
de parvoíce, de cuspidelas, de mimos.
quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
e é já amanhã
que vou comer pó, que vou acordar cheia de calor na tenda com a cara colada ao colchão [que ao menos tenho!!!], que vou esperar horas para tomar banho, que vou passar o dia na praia e a noite a ver concertos, que vou saltar até doerem as pernas, que vou beber litros de cerveja, que vou ressacar, que vou rir às gargalhadas, que vou fazer figuras parvas com cuspidelas à mistura, que vou ser empurrada para a vala da estrada para a Zambujeira pelo segundo ano consecutivo, que vou respirar fundo quando passar o quilómetro 65 da auto-estrada para o Algarve sem o carro avariar, que vou voltar Domingo de madrugada cansada, suja, cheia de sono e feliz.
Sudoeste, aqui vou eu!!!
Sudoeste, aqui vou eu!!!
quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
prioridades
E enquanto eu quero sucesso profissional e ainda tenho vontade de fazer inter-rails, andar de mochila às costas pela América Latina, ir a concertos e festivais, acampar e passar as noites no Bairro Alto, as minhas amigas falam das empresas, dos nomes que vão dar aos filhos que ainda não têm e dos vestidos que levarão aos casamentos umas das outras, ao próprio e [esperam elas] ao meu.
terça-feira, 5 de Agosto de 2008
segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
e depois das [curtas] férias
já se começa a pensar no Sudoeste, e no Avante, e no que fazer com os fins de semana de Agosto.
domingo, 3 de Agosto de 2008
Formentera
Praia. Noite. Copos. Mojitos de litro e meio com quatro palhinhas às sete da tarde. Sunset Partys. Bebedeiras durante o jantar "só para manter". Mais noite. Conversas. Rir às gargalhadas. Desentendimentos. Mais conversas. Italianos por todo o lado. Não se ouve espanhol. Quando se encontra um espanhol é o momento alto. Italianos giros. Italianos chatos Italianas com estilo. Compras. Mais conversas. Subir paredes. Experimentar praias. Eu nunca. Descobertas interessantes. Mais risos. Voltarmos morenas, cansadas, felizes e cheias de saudades.
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