Carro cheio, calor insuportável e muita vontade de chegar, fazemo-nos à estrada às cinco da tarde de uma sexta-feira, o carro é antigo mas não gasta quase gasóleo, cortesia da mãe, toda a gente adora o carro, até eu, mas nesse dia não conduzi, vamos relativamente depressa porque queremos chegar, 150, auto-estrada a abrir, motards de todos os lados e de repente... pum!!!! água dentro do carro, explosão, fumo branco a sair por todos os lados. O susto é grande, berram-se uns palavrões, o F. lá para o carro na berma, visão desoladora do nosso fim de semana por um fio, acampados no quilómetro 65 da auto-estrada para o Algarve. Details agarra no telemóvel e que nem menina mimada telefona ao pai, que é mecânico. O pai, que é pai galinha, agarra no carro e em pouco mais de uma hora está de mãos no motor a arranjar o carro da menina, a mãe veio atrás e até trouxe bananas, os meninos podiam ter fome, Details perdida de riso perante o ar aflito da sua companhia.
Carro arranjado, lá se segue viagem, é quase noite, enganamo-nos no caminho porque há redes à frente das placas, já nem dizemos nada, chegamos às dez da noite, montar a tenda, mortos de fome, já nem pomos as estacas todas, amanhã logo se vê. Depois de jantar dormimos ferrados que o dia tinha sido grande e a praia era para aproveitar. Lá acordamos, às oito da manhã, com as simpáticas senhoras da limpeza a falarem aos berros umas com as outras, às 11h levantamo-nos, pequeno almoço onde não há pão e os empregados discutem quem é que faz a torrada e praia connosco.
Surrealidade regressa à hora do jantar. Depois de duas horas à espera de comida, e já acompanhados de amigos para ver concertos, trazem panados com batata frita... um livro de reclamações e muitas ameaças de porrada depois, lá conseguimos sair do restaurante meio chateados meio divertidos com um F. furioso e a apetecer-lhe arroz de tomate. O cúmulo? Chovia... bom, cacimbava, vá, o suficiente para incomodar. Alguns concertos e muitos copos no meio da vila depois, lá resolvemos regressar à tenda, a pensar no que nos aconteceria no dia a seguir. Nem se passou nada de mais a não ser termo-nos voltado a perder no regresso e tentado, ao final do dia, fumar uma xixa que não ardia...
conclusão: quando o carro avariar na ida para uma viagem, é sinal para não ir, porque tudo o resto vai correr mal!!!