sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Boas Férias!!!

Amanhã, bem cedo, de partida para Formentera. Até para a semana!!!

Barcelona

em Outubro, já com bilhete comprado.

quinta-feira, 24 de Julho de 2008

vontade [seis]

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

original é

apresentar o namorado aos pais na auto-estrada ao lado de um carro avariado.

Músicas do Mundo

Queria ver a Naifa mas as peripécias com o carro impediram de chegar a horas e desistimos do primeiro dia de concertos.

No segundo dia perdemos a primeira banda, mas também o que mais queríamos ver era a segunda. The Last Poets, norte-americanos, dois antigos pregadores com rap político. Interessante, sim, se estivesse com atenção às letras... depois de um dia cansativo tanta intervenção tornou-se muito aborrecida, sobretudo quando a primeira música se reduzia a uma voz meio monocórdica a dizer forty years...

A banda que fechou essa sim, valeu a pena. Enzo Avitabile & Bottari é festa italiana, é fanfarra, é saltos, é pipas para percussão, guitarras e saxofones. Saltar saltar saltar, com o seu quê de Gogol Bordello, valeu bem a pena os cinco euros gastos na entrada.


o fatídico quilómetro 65 [e o prenúncio de um fim de semana surreal]

Carro cheio, calor insuportável e muita vontade de chegar, fazemo-nos à estrada às cinco da tarde de uma sexta-feira, o carro é antigo mas não gasta quase gasóleo, cortesia da mãe, toda a gente adora o carro, até eu, mas nesse dia não conduzi, vamos relativamente depressa porque queremos chegar, 150, auto-estrada a abrir, motards de todos os lados e de repente... pum!!!! água dentro do carro, explosão, fumo branco a sair por todos os lados. O susto é grande, berram-se uns palavrões, o F. lá para o carro na berma, visão desoladora do nosso fim de semana por um fio, acampados no quilómetro 65 da auto-estrada para o Algarve. Details agarra no telemóvel e que nem menina mimada telefona ao pai, que é mecânico. O pai, que é pai galinha, agarra no carro e em pouco mais de uma hora está de mãos no motor a arranjar o carro da menina, a mãe veio atrás e até trouxe bananas, os meninos podiam ter fome, Details perdida de riso perante o ar aflito da sua companhia.

Carro arranjado, lá se segue viagem, é quase noite, enganamo-nos no caminho porque há redes à frente das placas, já nem dizemos nada, chegamos às dez da noite, montar a tenda, mortos de fome, já nem pomos as estacas todas, amanhã logo se vê. Depois de jantar dormimos ferrados que o dia tinha sido grande e a praia era para aproveitar. Lá acordamos, às oito da manhã, com as simpáticas senhoras da limpeza a falarem aos berros umas com as outras, às 11h levantamo-nos, pequeno almoço onde não há pão e os empregados discutem quem é que faz a torrada e praia connosco.

Surrealidade regressa à hora do jantar. Depois de duas horas à espera de comida, e já acompanhados de amigos para ver concertos, trazem panados com batata frita... um livro de reclamações e muitas ameaças de porrada depois, lá conseguimos sair do restaurante meio chateados meio divertidos com um F. furioso e a apetecer-lhe arroz de tomate. O cúmulo? Chovia... bom, cacimbava, vá, o suficiente para incomodar. Alguns concertos e muitos copos no meio da vila depois, lá resolvemos regressar à tenda, a pensar no que nos aconteceria no dia a seguir. Nem se passou nada de mais a não ser termo-nos voltado a perder no regresso e tentado, ao final do dia, fumar uma xixa que não ardia...

conclusão: quando o carro avariar na ida para uma viagem, é sinal para não ir, porque tudo o resto vai correr mal!!!

sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Daqui a algumas horas

Este ano é em Porto Covo. E acampa-se.

Tão bom!

quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Estranha manifestação de amor [sete]

Direitos Reservados

O homem seguiu-a. Ela apercebe-se disso. Olha-o. Olham-se com o maior amor. Amor sem objectivo, estrangulado como o de NEVERS. Já afastado, portanto, no esquecimento. Portanto, perpétuo. (Salvaguardado pelo próprio esquecimento). Ela não irá com ele. Vagueará pela cidade. Ele segui-la-á como quem segue uma desconhecida. Num dado momento, abordá-la-á e pedir-lhe-á que fique em HIROSHIMA, como num aparte. Ela dirá que não. Recusa-se a toda a gente. Vulgar cobardia. A sorte está lançada para eles.(...) Nem mais uma palavra a dizer daí em diante. A eminência da partida imobiliza-os num silêncio fúnebre. Trata-se, na verdade, de amor. Não têm outra coisa a fazer senão calar-se. (...) e sentado a uma mesa estará aquele outro japonês que ela ama, completamente imóvel, sem qualquer reacção que não seja a de um desespero livremente consentido, mas que o ultrapassa fisicamente. É como se ela já pertencesse a outros. E ele não pode deixar de o compreender.

Marguerite Duras, "Hiroshima Meu Amor"

quarta-feira, 16 de Julho de 2008

e se um dia eu baixar os braços?

o mundo não pára por isso.
Escolher um parque de campismo é quase como marcar um hotel. Queríamos aquele em especifico, não reserva e está cheio, temos outros no mesmo sítio mas não são tão bons, mudamos os planos? vamos para outra praia? multiplicamo-nos em contactos, tentamos telefonar, procuramos escolher, com a incerteza de não ter sítio para dormir, quando a única coisa que queríamos era um bocadinho de chão para montar a tenda!!!

terça-feira, 15 de Julho de 2008

Porto Covo

Regresso a Porto Covo, como todos os anos, este ano duas vezes. Como o ano passado. Passou quase um ano já. Regresso. Primeiro, a dois, depois em grupo. O ano passado foi ao contrário. É giro como as coisas são, como o tempo passa e as situações se desenrolam e como se concretizam. Este ano regresso a Porto Covo, ao parque de campismo, às cervejas no Marquês e à praia até às nove da noite. É já este fim de semana a primeira visita. Com uma vantagem e incentivo bem simpático: Festival Músicas do Mundo. Tinha de haver concertos à mistura, claro...

domingo, 13 de Julho de 2008

Entre Alfama e a Bica

Não ia ao Adamastor há anos. A vista já foi melhor, as gruas do estaleiro estragam a ponte, mas a esplanada continua óptima e com o encanto bairrista da Bica. Alternativo, sempre. Prefiro o Adamastor à esplanada da Graça. Entre fotografias e entrar e sair de lojas (no bairro, demasiado caras para o nosso bolso), fizemos compras com os olhos e calcorreámos o Chiado de uma ponta à outra. Ambiente bem diferente do que encontrámos à noite num cada vez mais pseudo bem Meninos do Rio. Domingo foi novo dia de subir e descer ruas e espreitar o rio, com as máquinas fotográfias atrás [agora que tenho a minha Holga já não tenho de pedir a Fisheye emprestada] para acabar a tarde num Chapitô ventoso. 

Fotos divulgadas depois de rolos revelados (faz parte da mistica da Lomo).

Alive, dia 2, porque não pude ir dia 1 e por isso perdi National, Gogol Bordelo e Rage

Concertos cancelados nem sempre é mau. Neste caso, embora quisesse muito ver Nouvelle Vague, o cancelamento do concerto permitiu-me ter quase mais uma hora de john Butler Trio. E que hora!!! John Butler é simples em palco, criou muita empatia com o público e toca guitarra incrivelmente bem. Mais activo e ritmado que em CD, John Butler Trio foi um concerto que funcionou e levou  ao rubro um público ecléctico e que estava a preparar-se para os outros concertos da noite. Guitarra e bateria impressionantes, voz sem falhas e muita comunicação entre toques de reaggie, ska e rock. 
Para mim foi o concerto do dia, já que o Bob [Dylan] aborreceu-me um bocadinho e Buraka Som Sistema, mesmo sendo bom para dançar, nao me surpreende enquanto concerto. Within Temptation nem dei por eles porque afastei-me o mais possivel do esganiçar da vocalista. John Butler foi o espectáculo do dia, e acredito que um dos grandes concertos dos três dias de Alive. 

Fotos em breve.

sexta-feira, 11 de Julho de 2008

2+9

dá capicua.

quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Já não é dia a dia mas sim semana a semana. E custa mais do que dia a dia. Levo trabalho para casa na cabeça. Vou tendo pesadelos. Mas depois respiro de alívio.
O primeiro dia de Alive ficou pelo caminho. Tinha bilhetes, vários, e dispensei-os. Achei que não saía a tempo. Horários de pasquim serão sempre horários de pasquim, num diário ou num semanário em dia de fecho. Resta-me o conforto de já ter visto The National, num grande concerto da Aula Magna, de saber que volto a ver Gogol Bordelo, compensado ligeiramente por um excelente concerto de Kusturica no Coliseu. Sobra Rage, mas bloqueio o pensamento pensando que dois concertos de Metallica compensam a falha. Tento esquecer-me de Wampire Weekend e de The Hives. São novas sensações, voltam cá de certeza.

Amanhã é outro dia, um dia tranquilo onde posso ver alguns concertos. Não tão bons como os que perdi hoje, é certo. Mas Nouvelle Vague apaixona-me sempre, John Butler Trio não deixa de ser interessante e o Bob [Dylan] valerá a pena.

Sim, estou a modos que frustrada.

o que mais queria agora

era estar no Alive, em vez de estar fechada na redacção em total desespero a fechar o jornal.

terça-feira, 8 de Julho de 2008

Funny Games

direitos reservados


Filmado pedra sobre pedra a partir do original austríaco de 1997, "Funny Games" é cru, cruel e irritante. dá comichões. Fez-me contorcer na cadeira. O branco imaculado irrita, as brincadeiras irritam, o desespero versus frieza tira-nos do sério. Há alguns momentos menos bons, algumas coisas que não colam (o rewind é claramente um destes exemplos), mas é inevitável dizer que o filme é bom. Frio. Incomodativo. Não é uma obra prima, mas cumpre. Michael Haneke, responsável pela realização do original e que agora guia o remake, é mestre na banalização da violência, da manipulação e da humilhação.

segunda-feira, 7 de Julho de 2008

apetecia-me ouvir

Mr. Brightside Coming out of my cage And I've been doin' just fine Gotta gotta be down Because I want it all It started out with a kiss How did it end up like this? It was only a kiss It was only a kiss Now I'm falling asleep And she's calling a cab While he's having a smoke And she's taking a drag Now they're going to bed And my stomach is sick And it's all in my head But she's touching his chest now He takes off her dress now Letting me go And I just can't look It's killing me And taking control Jealousy Turning saints into the sea Swimming through sick lullabies Choking on your alibis But it's just the price I pay Destiny is calling me Open up my eager eyes Cus i'm Mr. Brightside I'm coming out of my cage And I've been doin' just fine Gotta gotta be down Because I want it all It started out with a kiss How did it end up like this? It was only a kiss It was only a kiss Now I'm falling asleep And she's calling a cab While he's having a smoke And she's taking a drag Now they're going to bed And my stomach is sick And it's all in my head But she's touching his chest now He takes off her dress now Let me go Cus I just can't look It's killing me And taking control Jealousy Turning saints into the sea Swimming through sick lullabies Choking on your alibis But it's just the price I pay Destiny is calling me Open up my eager eyes Cus i'm Mr. Brightside I never I never I never I never
The Killers

domingo, 6 de Julho de 2008

resumo (diverti-me!!!)

praia, jantar e gargalhadas com amigos, conversas mais ou menos profundas e de recordações numa soleira de porta, duas pessoas desaparecem para verem quem é melhor no PES e depois, impressionantemente, voltam, fotografias, vamos para onde afinal, quero dançar, farta do bairro, hoje sou eu a condutora de serviço e rio-me dos copos a mais de toda a gente, um hamburguer sem queijo para o B demora meia hora, alguém cospe no próprio cachorro para eu não comer, mas teve azar porque isso não é nada de novo, o Z. claramente enojado não consegue parar de rir e tem de levar o B. às cavalitas, paramos num sítio conhecido mas hoje com música improvável, é 80's a pedido, é só escolher, a pista é nossa e acho que intimidámos o resto do bar, fugir de surra de uma espécie de dança anos 60, mas ainda se rodopia a ter cuidado com o pulso direito que depois da queda para a vala no sudoeste do ano passado nunca mais foi o mesmo, o B. bebe e bebe mais um bocadinho, o Z. está no mundo dele e quase chora com a sequência das músicas, há quem não dance mas eu e a B. compensamos o resto, dói-me tanto os pés, o M. como sempre inicia contacto com duas loiras bem bebidas, no meio disto tudo ainda tenho direito a uma flor de origem indiana, a pista fecha em grande com Joy Division a pedido, porque sim, e regressamos a casa ao som da M80, a dançar nos lugares, a cantar e a bater palmas. 

verdades inquestionáveis

"Sabemos que a noite foi boa quando vamos no carro a caminho de casa a cantar aos berros e a bater palmas", disse ontem o B.

Confere. Long live the 80's!

comi caracóis pela primeira vez

não agradou nem desagradou, mas diverti-me com o teatro de marionetas que fizemos com os ditos cujos.

sexta-feira, 4 de Julho de 2008

comovente


Seis anos de cativeiro pelas FARC colombianas. Ingrid Betancourt era a imagem da desolação e maus tratos. Esta semana, a refém foi libertada numa operação relâmpago e regressou a casa. Garante continuar a ser activista política e lutar pela libertação dos restantes reféns das FARC presos na Colômbia. Uma história de sobrevivência.

E já está!


Depois de muito adiar, de olhar para elas várias vezes, de as namorar no Bairro Alto e na Fnac, de pensar é hoje mas acabar por poupar o dinheiro e gastá-lo (provavelmente) em concertos, finalmente comprei a minha Lomo!!!

Indecisa durante uma hora entre a Holga e a Diana, decidi-me pela Holga por causa das cores mais vivas, depois decidi-me pela versão tradicional com adaptação para rolos de 35mm. E  Holga é uma espécie de máquina fotográfica para kitar, porque podemos enche-la de fita adesiva para mais ou menos luz, fazer uma espécie de pala de fita, usar rolo de 35 mm sem adaptador em vez do de 120mm, pôr elásticos para a imagem ficar bem grande e alterá-la de todas as formas e feitios. Até lente fisheye se pode comprar, embora para isso, provavelmente, aproveite sinergias.

Para andar a fotografar Verão fora!!!




quarta-feira, 2 de Julho de 2008

cliché

Queres dançar comigo no meio da rua?

Porquê?

Custa queima fico roída acho que não aguento recomponho-me desmancho-me em lágrimas torço os dedos cerro os maxilares bato com o punho na mesa o coração aperta-se juro nunca mais acredito que nunca mais penso que não quero pergunto o que quero saber enrodilho-me num novelo tenho dúvidas fico ansiosa roo as unhas tento entender procuro justificações encontro-as não me servem quero perguntar mas não sei se quero saber a verdadeira resposta gostava mesmo mesmo de saber porquê.

a perfeição das coisas

fico apaixonada sempre que o leio.

terça-feira, 1 de Julho de 2008

estado de espírito

Starlight Starlight I will be chasing the starlight Until the end of my life I don't know if it's worth it anymore Hold you in my arms I just wanted to hold You in my arms My life You electrify my life Let's conspire to ignite All the souls that would die just to feel alive But I'll never let you go If you promised not to fade away Never fade away Our hopes and expectations Black holes and revelations Our hopes and expectations Black holes and revelations Hold you in my arms I just wanted to hold You in my arms Far away The ship is taking me far away Far away from the memories Of the people who care if I live or die And I'll never let you go If you promise not to fade away Never fade away Our hopes and expectations Black holes and revelations Our hopes and expectations Black holes and revelations Hold you in my arms I just wanted to hold You in my arms I just wanted to hold
Muse