domingo, 29 de Junho de 2008

férias divididas em fins de semana

As férias, ou os fins de semana, que vou ter durante o Verão vão ser sugados até ao tutano pela impossibilidade de ter férias este ano, quando achava que ia poder deitar-me na praia um mês inteiro. Melides, Porto Covo, dias na Comporta e na Arrábida, Sudoeste/Zambujeira, Vila Nova de Milfontes. Peço para ir ao Cabo. Fala-se na praia de s. Martinho porque é para cima em vez de para baixo. Pensamos em Castelo Branco onde se aproveita para fazer rafting. Gostava de dar um pulo ao Gerês. O Algarve passa-me ao lado sem pena, a não ser que decida ir visitar os meus pais durante as férias, mas a minha paixão é, e sempre será, o Alentejo. Pelo meio estou uma semana bem pertinho de Ibiza, de saltos de sapato bem alto e minisaia, ao contrário das havaianas que uso sempre no Verão português. Incontornável como em todos os anos o fim de semana em Santa Cruz e talvez este ano também se passe na Ericeira, com uma tenda tudo me parece possível. 

Faço contas para viajar em Setembro, se tiver tempo, a minha vida agora vai ser diferente mas Barcelona é o primeiro objectivo, segue-se Dublin, a pedido, que não me importo de aceder, a T. vai fazer intercâmbio para o Brasil e acena-me com uma viagem pela América Latina, podia ir ter com ela duas semanas em Janeiro e ver finalmente Machu Picchu, mas o dinheiro também não chega para tudo, para já penso apenas em Julho e Agosto, os fins de semana que vou ter e para onde posso ir, antes de voar para outras paragens.
Arrepia.

Quando degenerar até resulta

Direitos reservados

The Last Shadow Puppets é um projecto que nasceu da colaboração de Alex Turner, a voz de Arctic Monkeys e de Miles Kane, dos The Rascals. Surgiu quando a antiga banda de Kane actuou com os macacos, os dois começaram a escrever músicas e resolveram juntar tudo num álbum, "The age of understatement", que dá nome ao single.

Normalmente desconfio de "degenerados" que se lançam a solo ou com projectos paralelos depois de terem bandas de sucesso. É o caso, claríssimo, de Morrissey, dos Smiths (são tão bons) e, mais recentemente, de Albert Hammond Jr., guitarrista dos Strokes (vi-o o ano passado no Sudoeste e aborreceu-me de morte. Considero-o uma versão pior de Strokes e sem poder nenhum na voz)

De clara inspiração nos anos 70 de Bowie, com alguns rasgos de disco fever mas sobretudo com uma guitarra poderosa e distorcida, The Last Shadow Puppets é uma versão mais amadurecida e experimental dos dois álbuns de Arctic Monkeys. Menos frenética, menos rockeira, mais clean mas com os mesmos toques de guitarra e, desta vez, o microfone do vocalista é partilhado. Ainda bem, porque a voz de Turner é demasiado conotada com os macacos (que deram um dos meus concertos preferidos o ano passado, no coliseu). Da primeira audição de todo o CD, gostei. Não tanto como os trabalhos dos Monkeys, mas este "Age of understatement" pareceu-me uma boa estreia. 

E o vídeo está brilhante (ainda não me ensinaram a pôr aqui youtubes).

quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Depois de ter tido o carro bloqueado

hoje apanhei mais uma multa... mas desta vez foram só oito euros da Emel.

há semanas em que mais vale não sair de casa...

Bairro Alto [três]

amigos

quarta-feira, 25 de Junho de 2008

vencê-los pelo cansaço

foi claramente o que eu fiz a todos os meus amigos rapazes. Chateei-os tanto até que um deles se fartou de me ouvir e me deu o manjerico da praxe. Com direito a quadra personalizada e tudo!!!!

terça-feira, 24 de Junho de 2008

Não saímos de casa mas foi como se tivessemos andado de um lado para o outro. Fui atirada par dentro da piscina, fizemos guerras de protector solar e arrastaram-me pelo chão. Jogámos o novo party e um trivial de 1988 que me fez ganhar todo um novo respeito pelas perguntas cor de rosa (trivialidades e espectáculo). Comemos sardinhas e pão quente. Vimos futebol, conversámos deitados na rede, vimos filmes e rimos às gargalhadas. 

para fazer inveja aos meninos

Um autógrafo do Rui Costa.
Ahpoizé.

irritação

As pessoas mais odiadas do mundo são, de facto, os tipos da Emel e seus companheiros. Hoje, segundo dia de férias, fui alegremente para a praia aproveitar o solinho. Mas como entretanto ficou vento e o F. tinha de vir trabalhar, saí alegremente da praia a pensar que ainda podia ir às compras ou algo do género. Chego ao meu lindo e belo smart e eis que está enrolado em fita amarela e com um lindo sapato na roda. Bloqueado, portanto. Os gajos tinham passado cinco minutos antes de eu chegar ao carro. Bloqueado porquê? Porque não pus moeda no parquímetro (não havia nenhum sinal de parquimetro e o dito cujo estava tapado por uma árvore). Trinta euros de multa mais trinta euros para desbloquear o carro.

Sessenta euros. O preço da minha Lomo, que ando a cobiçar desde Dezembro e que ainda não comprei porque há sempre outras coisas que se metem pelo meio mas que era para vir comigo para casa esta quinta feira.
E mais. 30 euros é para o tipo que bloqueia chegar lá com uma chave e levar o bloqueador embora. 30 euros!!!!! para tirar uma peça de um carro!!!!!

Como se não bastasse já estar suficientemente danada - chamei nomes aos tipos durante cerca de 10 minutos esbracejando por todo o lado enquanto o F impavidamente telefonava para os senhores - os tipos ainda demoraram 45 minutos a vir desbloquear-me o carro. Deixaram-me à espera para lhes dar 60 euros de mão beijada, portanto.

Óbvio que fui o caminho para casa a praguejar ainda mais enquanto fazia birra que incluía beicinho e balão de ar nas bochechas (o meu indicativo de que estou mesmo muito danada) e pensava em todas as coisas que podia fazer com 60 euros. Da Lomo ao bilhete para o Alive.

raisparta a Emel e seus associados... neste caso os tipos da Parques Tejo.

segunda-feira, 23 de Junho de 2008

em trânsito

desentoxico do laranja e preparo-me para o amarelo...

sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Where is my mind?

Foto tirada no regresso de Córdoba, onde estivemos duas horas só porque sim, porque depois de acordarmos em à hora de almoço e vermos que estava mau tempo, pensámos: "E se fossemos até ali?". E fomos.

quinta-feira, 19 de Junho de 2008


O primeiro álbum a solo do Gavin Rossdale, ex-vocalista dos Bush, saiu a 2 de Junho. Eu confesso que ainda não ouvi, até porque só descobri a sua existência hoje, mas a crítica arrasou. Dizem que Wanderlust, apesar de ter o produtor de Metallica e Aerosmith, parece que parou no tempo. Eu vou ouvir primeiro e tirar as minhas conclusões depois. Primeiro, porque gosto de Bush. Segundo, porque um dos meus fetiches musicais que [e agora vou ser adolescente] eu fazia sem pensar duas vezes e não contava [e até era permitido, como a Monica Belucci] é o Gavin... em versão Bush, como está na foto, porque o Gavin não envelheceu perfeito.

e porque estou nostálgica, já ouvi umas dez vezes seguidas esta pérola:

The Chemicals Between Us | I want you to remember A love so full it could send us all ways I want you to surrender All my feelings rose today And I want you to remain The power of children can amaze I try not to complay I know thats a pisser baby The chemicals between us The walls that lie between us Lying in this bed I want you to remember Everything you said Every driven word Like a hammer hell, to my head The chemicals Between us There is no lonlier place Then lying in this bed The Chemicals displaced There is no lonlier place that lying in this bed The chemicals between us Were og the hollow man We are the naked ones We never meant you harm Never meant you wrong Id like to thank All of my lovers lovers lovers The chemicals between us

o lado amèlie poulain


"Amèlie é uma jovem tímida com um gosto pronunciado pelos pequenos prazeres da vida: enterrar a mão num saco de feijões, partir o açúcar queimado do crème brulée com as costas de uma colher de chá e fazer as pedras saltar no Canal St-Martin."

Le Fabuleux Destin d'Amèlie Poulain

Lembrei-me deste filme hoje e de como às vezes basta pequenas coisas para ficarmos contentes. Os pequenos prazeres da vida. Tenho pouco tempo para os meus nos dias que correm. E cada vez me contento com menos. Basta sol, ou um sorriso, para ficar contente. Mas há dias em que parece que nada chega. Que estou sempre insatisfeita. Esses são os dias em que não tenho um lado Amèlie.

[uma das minhas cenas preferidas é quando ela cobre o Nino com beijinhos na ponta do nariz, no queixo, nos olhos, em toda a cara menos na boca, o sítio convencional para se beijar. Gosto da originalidade da Amèlie. E de pensar que, de vez em quando, também sei ser original.]

quarta-feira, 18 de Junho de 2008

No metro a caminho do pasquim duas universitárias (ou estudantes a preparar-se para os exames nacionais, nunca consigo identificar a idade das pessoas) batiam a matéria para o exame de psicologia. Behaviorismo, Pavlov, Piaget. Cadernos cheios de fotocópias e cuidadosamente sublinhados a marcadores fluorescentes. Estavam aflitas e eu olhava para elas.
A inveja [que eu tive] é um sentimento tão feio...

terça-feira, 17 de Junho de 2008

Treze horas depois do meu dia ter começado, uma viagem de comboio do Porto, a cabecear de sono depois de uma manhã a tentar identificar caras, sou péssima no social, treze horas depois de ter acordado num hotel de cinco estrelas do Porto onde praticamente não dormi porque raramente durmo bem em hotéis, ainda estou sentada no meu lugar, que em breve deixará de ser meu, no pasquim, à frente do computador, à espera que um golpe de misericórdia me deixe sair, ir para casa, esticar o corpo para espalhar o cansaço e deixar que o coração pese mais um bocadinho da falta que sinto de nós e de mim.

segunda-feira, 16 de Junho de 2008

vou até ali ao Porto

e volto já.

sexta-feira, 13 de Junho de 2008

nonsense [dois]

Descobri uma banda chamada Does it offend you, yeah?
Não conhecia nada mas fui ouvir, coisa que acontece com frequência quando gosto do nome da banda. Ora os senhores têm uma música chamada...

...attack of the 60 feat lesbian octopus.

Contra factos não há argumentos.

a tradição já não é o que era

Este ano não tive manjerico.

Santos Populares

Começou assim... numa associação recreativa na Lapa, com muita sardinha e cerveja onde supostamente só deveriam ter aparecido 70 pessoas mas estavam mais de 100. Bailinho pimba e manjerico como se quer, comboios e até limbo para relembrar Tavira. E a Zélia, cantora da Lapa, a pior vocalista de sempre.

Terminou assim, muitas horas e copos de sangria depois, na esquina da Sé do costume, a aprovar a música da barraquinha em frente [de Interpol a Joy Division] mas já com alguns vestígios de cansaço. A pé até ao marquês de pombal e táxi, que este ano não houve energia para esperar pelo metro...

Sim, faz falta.

Mesmo que esconda, mesmo que diga que não, mesmo que finja que não quero e não preciso. Que me é indiferente. Faz falta. E é por eu me lembrar dela que sei que sinto a falta dela.

já soube a Verão [dois]

Comprei [comprámos] uma tenda, um colchão e uma bomba para encher o colchão. Só falta uma qualquer praia por aí, e o Sudoeste. Vinha [vínhamos] da praia, de chinelos e com sal e areia no corpo. Experimentei [experimentámos] patins em linha para andar junto à marginal.

quinta-feira, 12 de Junho de 2008

sardine party

dentro de algumas horas!

quarta-feira, 11 de Junho de 2008

eu nem gostava muito de Coldplay

porque me faz espécie que se cante em falsete.

Mas este Lost, do Viva la Vida, é bom. Muito bom.
Mesmo que os camionistas deixem de fazer greve, ficamos com a certeza de que não vivemos sem gasóleo nem sem os senhores que nos trazem os frescos. Que o país não sobrevivia a uma ameaça de guerra nuclear sem se barricar num bunker com mantimentos para 20 anos. E que até um piquete numa bomba de gasolina deixa passar um camião cisterna quando há jogo da selecção.

Dez onzes

Republica checa 1 - Portugal 3



Homem do jogo: Deco

O Portugal-Turquia passou-me, por opção, ao lado.

voa, o tempo.


segunda-feira, 9 de Junho de 2008

A 14 de Setembro

Direitos Reservados

Já com bilhete comprado.

Já soube a Verão

três dias de praia seguidos. Carcavelos, Costa, Meco. Um festival pelo meio [a actualizar com opinião dos concertos de quinta e sexta-feira]. Petiscos até às dez da noite dois dias seguidos. Primeiro em ambiente sexo e a cidade, com as camaradas que já são amigas e onde só faltou a chefa. Depois em ambiente parvoíce pegada onde a conversa nem sequer roçou o futebol. Comer até quase rebentar. Boa companhia e gargalhadas, em cada um dos dias. Chegar cansada, cheia de areia e morena. Soube tão bem...

domingo, 8 de Junho de 2008

Há dias compridos

e tão bons de tantas maneiras que parecem vários dias.

[post a actualizar, que já é tarde e depois de quase uma directa de RiR seguido de aulas não quero repetir a proeza]

quinta-feira, 5 de Junho de 2008

hábitos

ter sempre a mesma presença ao meu lado nos concertos. Quando não está sinto falta.

Metallica

Daqui a poucas horas!!!
Apetece-me ser avestruz e enterrar a cabeça na areia.

Sendo que as avestruzes não enterram a cabeça na areia, parece-me que não há outra alternativa senão ter de lidar com o mundo e a vida.

Vontade [cinco]


terça-feira, 3 de Junho de 2008

A Joss Stone confesso que me surpreendeu. Esperava um concerto parado, calmo e intimista. A menina, linda de morrer, de vestido encarnado e descalça, arrasou. Beijou seguranças, distribuiu flores, pôs o público a cantar e encheu o palco de boa onda e energia. Gostei, mesmo não sendo especialmente apreciadora dos temas. Valeu a pena ir praticamente de propósito. Quinta e sexta feira são os meus dias!!!!

segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Boa viagem


May the Nuggets be with you.

domingo, 1 de Junho de 2008

Calendário emocional cumprido. A Feira do Livro ontem estava cheia de gente, a tentar aproveitar um bocadinho de sol tímido que fez o favor de aparecer. Depois de subir e descer por entre as barraquinhas, a passo de caracol (o que levou a uma dissertação sobre as pessoas que estão na feira do livro serem todas zombies culturais que andam devagar e se põem à nossa frente de propósito) comprei três livros por 10 euros, o que me parece bem.

Pensamento ao ver a barraquinhas encarnadas da Leya: Foi isto que gerou tanta polémica? Até acho que, tirando a cor, ficaram pior servidos...