Ela (tentou) equilibrar-se com o copo numa mão e o saco de coca no decote. Ela não conseguia praticamente segurar o microfone, (tentou) falar sem que se percebesse nada de nada, desculpou-se do atraso que levou o público a só ter direito a quarenta minutos de concerto, cambaleou, chorou e deu um dos piores concertos que já vi (e foram muitos). A Amy teve piada pela figura que fez mas se eu tivesse pago 53 euros para a ver ia-me sentir muito chateada.
O primeiro dia de RiR valeu pelo competente Lenny Kravitz. Irrepreensível, intenso e apaixonado pela música que estava a tocar, embora em certas alturas prolongasse demasiado os momentos. Acabei a noite no sinistro que é a tenda electrónica mas com um excelente Paul van Dik. Não vi a Ivete e nem sequer me apetecia.
Impressão do primeiro dia? Muita gente, confusão, impossível fazer seja o que for (nem pedir uma cerveja ou sequer conseguir telefonar), cansada, irritada e com fome porque não consegui jantar, não encontrei ninguém a não ser no final da noite, filas intermináveis para o metro na hora de ir embora, filas intermináveis para o taxi no Campo Grande e mais de uma hora para chegar a casa.











