segunda-feira, 31 de Março de 2008

Ser internacional

O bom de estar fora é a quantidade de pessoas que se conhecem. Vêm de todos os lados, com hábitos, línguas e culturas diferentes. Trocam-se cartões, para se perceberem os nomes, trocam-se experiências, trocam-se gargalhadas. Quando a área é muito específica é interessante ver as diferentes perspectivas sobre um tema ou então aprofundar o que se passa no mercado de cada país. Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Polónia e até África do Sul. Diziam-me hoje, no autocarro que nos ia levar a ver uma espécie de Versailles, que os europeus são cada vez mais cidadãos do mundo. Falamos a nossa língua e pelo menos mais duas. Trocamos impressões com gente de todos os lados. Podemos morar onde quisermos, ir para onde quisermos e basta ter o BI e um bilhete de avião. Ainda por cima na profissão que temos. Viva a internacionalização!!!

domingo, 30 de Março de 2008

Voos às 7 da manhã

deviam estar na lista das torturas visadas pela protecção dos direitos humanos. Mas a culpa de ter muito sono foi minha. Quando é hora de me levantar amaldiçoo mil vezes a minha irresponsabilidade. Depois passa e consigo ter o melhor dos dois lados. O que tenho [a mais] por não dormir e o que consigo ver do sítio onde estou até à hora em que não consigo mais resistir ao sono.
Como agora.
Até amanhã.

Obrigada

porque sei que antes partir uma perna do que estar ali.

nonsense

Mas como é que sabes?

Sei.

Mas como?

Sou vidente.

Vidente como?

Os búzios disseram-me.

[seja lá o que isto for...]

sexta-feira, 28 de Março de 2008

Estranha manifestação de amor [três]

Direitos Reservados

"Medíamos forças num combate em que cada um jogava os seus trunfos e pretendia vencer. Sem saber para quê ou porquê. Só para vencer, para sentir o gosto da vitória, pôr o outro a seus pés. Eu quero-te não por isto ou aquilo, não por aquilo ou por isto, mas só por querer, para sentir toda a pura violência da vontade do poder. Exijo que me reconheças, só isso. Mas, aviso-te, mal me reconheças mostras a tua fraqueza e desprezo-te por isso. Continuarei a procura, sempre a procura, porque o gosto da vitória traz consigo o gosto amargo da derrota. Aqui é assim. Aqui nada se sustém senão em movimento contínuo. Aqui falhamos sempre o outro."
Pedro Paixão, "Ladrão de Fogo"

quinta-feira, 27 de Março de 2008

Gostava

que os dias tivessem horas infinitas quando eu quisesse, ou acabassem de repente caso não me apetecesse mais. Que o tempo esticasse, parasse, se repetisse nos momentos bons. Que não precisasse de dormir para conseguir manter o cérebro a funcionar. Que não precisasse de descansar. Sonhava acordada e alimentava-me de cheiros e texturas. E só quando quisesse partilhar o sono é que dormia. Mas porque me apetecia, não porque tinha de ser. Ocupava o tempo com livros, músicas e gargalhadas. Passeios a explorar os cabos, as praias, os recantos com cheiro a mar e a floresta que não conheço. A esquadrinhar as ruas das cidades, a terra batida dos caminhos de cabras, para acabar a comer um prego no pão cheio de mostarda. Fazer do tempo o que eu quisesse, usá-lo como quisesse. 

Gostava.

Na Aula Magna

Shout Out Louds foi girinho. Mas morno. Com potencial para ter sido um concerto interessante, mas a qualidade menos boa do som e o público muito disperso não ajudaram. Ela não se ouvia, ele mantinha o seu timbre Robert Smith e eu passei o concerto com sensação de dejá vu e um regressar aos anos oitenta. A próxima vez que cá voltarem o concerto será totalmente diferente.

O que valeu mesmo a pena foram as poucas músicas que ouvi desta senhora. 

Rita Redshoes, de sapatos vermelhos e tudo, depois do lançamento do primeiro álbum a solo está a tornar-se um fenómeno de popularidade. A menina que acompanhava David Fonseca ao piano tem uma excelente presença em palco e uma voz lindíssima. Já conhecia mas ao vivo é outra coisa. Tive pena de não ver de início, mas vou observar com atenção no concerto de David Fonseca. Faz a primeira parte e têm alguns duetos. A acompanhar, sem dúvida.

quarta-feira, 26 de Março de 2008

Luzes da Fama

Fotografias de música, de bandas, de concertos. De vários fotógrafos. 

Na fábrica da Pólvora, em Barcarena, a partir de dia 27, e até 30 de Abril. Vou, de certeza, passar por lá.

segunda-feira, 24 de Março de 2008

Verdades inquestionáveis [dois]

Conduzo melhor do que minto mas minto melhor do que algumas pessoas estacionam.

Verdades inquestionáveis

Realmente és um bocado parvo.

Está partida

a minha caneca Kukuxumusu de Erasmus.

domingo, 23 de Março de 2008

Foi um treino de rotina quotidiana, mas até nem correu mal.

Estranha manifestação de amor [dois]

direitos reservados


"Certa noite entrou na Pousada do Sancho, um restaurante colonial de alto nível, e ocupou o canto mais afastado, como costumava fazer quando se sentava sozinho para comer suas merendas de passarinho. De repente viu Fermina Daza no grande espelho do fundo, sentada à mesa com o marido e outros dois casais, num ângulo em que ele podia vê-la reflectida em todo o seu esplendor. Estava indefesa, conduzindo a conversa com uma graça e um riso que crepitavam como fogos de artifício, e sua beleza ficava mais radiante debaixo dos enormes lustres de pingentes: Alice tinha tornado a atravessar o espelho. Florentino Ariza observou-a à vontade e quase sem respirar, viu-a comer, viu-a apenas provar o vinho, viu-a tagarelando com o quarto Sancho da estirpe, viveu com ela um instante da sua vida sentado na sua mesa solitária, e durante mais de uma hora planou sem ser visto pelo recinto vedado de sua intimidade. Depois tomou mais quatro chávenas de café para fazer tempo, até que a viu sair confundida com o grupo. Passaram tão perto que ele distinguiu o cheiro dela entre as lufadas de outros perfumes de suas acompanhantes. A partir dessa noite, e durante quase um ano, manteve um assédio tenaz ao proprietário da pousada, oferecendo-lhe o que quisesse, em dinheiro ou em favores, para chegar ao que mais lhe apetecesse na vida, desde que lhe vendesse o espelho. Não foi fácil, pois o velho Sancho acreditava na lenda de que aquela preciosa moldura talhada por ebanistas vienenses era gêmea de outra que pertencera a Maria Antonieta, e que desaparecera sem deixar rastro: duas jóias únicas.
Quando por fim cedeu, Florentino Ariza pendurou o espelho na sua casa, não pelos primores da moldura e sim pelo espaço interior, que tinha sido ocupado durante duas horas pela imagem amada.”




Gabriel Garcia Marquez, "Amor nos Tempos de Cólera"

O Amor nos Tempos de Cólera

Foto do IMDB

Finalmente chegou esta semana às salas nacionais a adaptação ao cinema de um dos meus livros de eleição. "Amor nos Tempos de Cólera", escrito por Gabriel Garcia Marquez, apresenta um elenco de luxo - Javier Bardem, oscarizado, Benjamin Pratt e Fernanda Montenegro - e é realizado por Mike Newell, responsável por filmes como "O Sorriso de Mona Lisa" o "Donnie Brasco".

Desconfio sempre das adaptações ao cinema de filmes de que gostei muito, especialmente de livros de Garcia Marquez. Acho muito difícil a captação para o ecrã do imaginário sul-americano do ritm e das cores e sobretudo do estilo da escrita, que dá espaço à imaginação. Vamos ver como foi feita essa transposição, e se é feliz. A visitar nas salas no próximo fim de semana.

sábado, 22 de Março de 2008

Estranha manifestação de amor [um]

direitos reservados

"Não era o sopro de uma respiração ofegante, não era o sopro de uma respiração difícil, era mesmo um grito. Gritava tão alto que Tomas teve de afastar a cabeça da cara dela como se, perto do ouvidos, o grito lhe furasse os tímpanos. Não era uma expressão de sensualidade. A sensualidade é a mobilização máxima dos sentidos: observa-se o outro intensamente e escutam-se todos os seus ruídos, mesmo os mais imperceptíveis. O grito de Tereza, pelo contrário, era para anestesiar os sentidos, par impedi-los de ver e ouvir. O que gritava nela era o idealismo ingénuo do seu amor que pretendia ser a abolição de todas as contradições, a abolição da dualidade do corpo e da alma e talvez mesmo a abolição do tempo. (...) Quando o grito se acalmou, adormeceu junto a Tomas, agarrando-lhe na mão durante toda a noite. Já aos oito anos adormecia com as mãos uma na outra (...). Portanto é perfeitamente compreensível que segure tão afincadamente a mão de Tomas sempre que está a dormir: foi para isso que se preparou, foi para isso que treinou desde a infância."

Milan Kundera, "A Insustentável Leveza do Ser"
Praia do Malhão, Vila Nova de Milfontes


Quando chega a Primavera suspiramos todos pelo Verão. 

quinta-feira, 20 de Março de 2008

Segredos
Duas noites de pouco sono e muita luta para tirar dois cães [um enorme e outro histérico] da cama, a tomar conta deles [ainda que só parcialmente] e a mandar vir para não roerem as coisas, com a paciência por um fio, fico com a certeza de que tão cedo não quero ter filhos. Se já com cães é assim, imagino o que não será com crianças... definitivamente, not ready!!!

quarta-feira, 19 de Março de 2008

Quando estou doente só me apetece colo...

terça-feira, 18 de Março de 2008


Bilhetes comprados, casa alugada.
Está cada vez mais perto!

As estrelinhas que ouvia em 'repeat' no carro

Crash into me You've got your ball You've got your chain Tied to me tight tie me up again Whos got their claws In you my friend Into your heart I'll beat again Sweet like candy to my soul Sweet you rock And sweet you roll Lost for you I'm so lost for you You come crash into me And I come into you I come into you In a boys dream In a boys dream Touch your lips just so I know In your eyes, love, it glows so I'm bare boned and crazy for you When you come crash Into me, baby And I come into you In a boys dream In a boys dream If I've gone overboard Then I'm begging you To forgive me In my haste When I'm holding you so girl Close to me Oh and you come crash Into me, baby And I come into you Hike up your skirt a little more And show the world to me Hike up your skirt a little more And show your world to me In a boys dream.. in a boys dream Oh I watch you there Through the window And I stare at you You wear nothing but you Wear it so well Tied up and twisted The way Id like to be For you, for me, come crash Into me

sábado, 15 de Março de 2008

Cansaço bom e mente aberta

Brasil, 2006. A foto é minha, os pés não.
Estado Zen.
Sou sempre eu que guardo os bilhetes, para não haver risco de se perderem ou ficarem em casa no dia dos concertos. Guardo-os todos no envelope da Fnac onde veio, de presente, o de Editors. Depois dos concertos fica cada um com o seu. Os meus vão para a caixa.

No envelope:
Editors @ Campo Pequeno, 2 de Abril. 
David Fonseca @ Coliseu, 12 de Abril.
José Gonzalez @ Aula Magna, 29 de Abril.
The National @ Aula Magna, 11 de Maio.

Sempre que saem uns são substituídos por outros. O lugar dos Cure, concerto da passada semana, já foi tomado por José Gonzalez. Gostava que o dinheiro não fosse curto para Feist. E Danko Jones no Alquimista. É que depois vêm os festivais.

Donna Maria

Depois de muitas noites a ouvi-los, como XL Femme, nos Templários, esqueci-me dos Donna Maria. Até porque entretanto a Marisa saiu da banda de 'covers' e ficou só na formação do grupo que toca originais, cansei-me do CD e nunca mais os vi ao vivo. A memória é curta, de peixe. Hoje lembrei-me dos Donna Maria, e que têm um novo álbum, que ainda não ouvi. E fui buscar o primeiro álbum para recordar as músicas.


Quase Perfeito Sabe bem ter-te por perto Sabe bem tudo tão certo Sabe bem quando te espero Sabe bem beber quem quero Quase que não chegava A tempo de me deliciar Quase que não chegava A horas de te abraçar Quase que não recebia A prenda prometida Quase que não devia Existir tal companhia Não me lembras o céu Nem nada que se pareça Não me lembras a lua Nem nada que se escureça Se um dia me sinto nua Tomara que a terra estremeça Que a minha boca na tua Eu confesso não sai da cabeça Se um beijo é quase perfeito Perdidos num rio sem leito Que dirá se o tempo nos der O tempo a que temos direito Se um dia um anjo fizer A seta bater-te no peito Se um dia o diabo quiser Faremos o crime perfeito

sexta-feira, 14 de Março de 2008

The National no Alive

nunca é demais vê-los duas vezes.

Nostalgia

Morro de S. Paulo, Brasil, 2006

Bons momentos...

uma praia deserta, o nascer do sol, quatro quilómetros a pé depois de uma noite a dançar.

Um dos pontos altos.

"Morrendo de saudades do Morro de S. Paulo"

terça-feira, 11 de Março de 2008

Afinal José Gonzalez também se vai concretizar.

James

Sudoeste 2007, fotografia do Z.

regressam este ano a Portugal, desta vez ao SBSR no Porto. O ano passado, foram o principal motivo da minha ida ao Sudoeste. Que valeu a pena por tudo e mais alguma coisa, não só por eles. James é das bandas incontornáveis da adolescência de qualquer um. Deram um excelente espectáculo na Zambujeira. Eu estava na primeira fila, ao lado do J., como sempre [que assistia ao, acho, oitavo concerto de James... eu estava a estrear-me], e guardo na memória a snake dance e músicas recheadas de recordações. De tal maneira que estou quase a meter-me num comboio e a ir revê-los.

Laid |  This bed is on fire With passion and love The neighbors complain about the noises above But she only comes when she's on top My therapist said not to see you no more She said you're like a disease without any cure She said I'm so obsessed that I'm becoming a bore, oh no Ah, you think you're so pretty Caught your hand inside the till Slammed your fingers in the door Fought with kitchen knives and skewers Dressed me up in women's clothes Messed around with gender roles Dye my eyes and call me pretty Moved out of the house, so you moved next door I locked you out, you cut a hole in the wall I found you sleeping next to me, I thought I was alone You're driving me crazy, when are you coming home

Message in the Bottle

Sete.

segunda-feira, 10 de Março de 2008

Como ser original nos presentes que se oferecem quando se tem pouco dinheiro e nenhum tempo - ou jeito - para dedicar aos trabalhos manuais?
A T. foi agarrada à porta de casa e não foi assaltada porque alguém berrou e os tipos fugiram. A C. foi perseguida de carro durante um bom bocado até encontrar uma esquadra de polícia e se barricar lá  dentro a chorar. No espaço de uma semana, duas pessoas foram mortas a tiro, um segurança foi apunhalado e o carro do tipo do caso Pidá foi sabotado ("alegadamente"). Nunca fui assustadiça nem tive medo de andar sozinha na rua, o que já me valeu alguns sustos, mas porque é que de repente Portugal, e especialmente Lisboa, se tornou uma cidade estilo filme futurista do apocalipse?

Três horas de Cura

e valeu bem a pena.

Domingo à tarde

ou [obrigarem-me a] rebolar pela praia apesar do frio e da areia ainda húmida.

domingo, 9 de Março de 2008

Lei de Murphy

sempre que me apetece ir passear está mau tempo ou a chover. 

Durante a semana, vejo um sol radioso durante a tarde no largo do Carmo.
... but I'm quite sleepy.

sexta-feira, 7 de Março de 2008

Grande Muralha da China, Dezembro 2007

Guardo recordações de diferentes aeroportos e as fotografias dos quartos de hotel por onde passo. O que vejo da minha janela. Às vezes, poucas, consigo ver, com olhos de ver. Outras vezes são imagens que desfilam na janela de um autocarro. Mas não é para ver que vou. É um corropio de fazer mala, acordar cedo, passar o controlo de segurança, tira portátil, tira casaco, tira sapatos, só pode levar uma mala, sorrio cansada e não protesto, adormeço assim que me sento no avião, dizem-me para me "divertir e trabalhar um bocadinho, que também é preciso", isso é o mais fácil porque quando lá estou quero é escrever e ter um jornal inteiro só para mim, penso que mesmo quando acordo às quatro da manhã para apanhar um avião de regresso e aterro no open space laranja podre de sono vale muito a pena, é tarimba, é experiência, e eu até gosto de andar de avião, muitas vezes não passo do aeroporto e até o hotel é o Ibis, mas não interessa, porque os meus olhos vêem histórias em todo o lado, umas com interesse jornalístico e outras que imagino na minha cabeça e que guardo para quando um dia lá voltar.

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Apetece-me


comer um crepe com açúcar comprado numa banca de rua numa descida sinuosa de Montmartre.
[ou o meu lado Amélie Poulin]

Às vezes é preciso

roubado daqui

Jogo de cintura... 

quarta-feira, 5 de Março de 2008

Gostos não se discutem?

Lamento, mas My Chemical Romance não entra na categoria.

Chinesices [um]

Hoje lembrei-me do Duarte e Companhia, a série mítica dos anos 80... nostalgia! E lembrei-me especialmente daquele que repetia, muitas vezes, que não era chinês, era japonês. Hummm...

terça-feira, 4 de Março de 2008

Há quem já tenha tido o primeiro dia de praia. Com direito a banho de mar e tudo. Eu faço figas para que o fim de semana traga calor. Suficiente para apanhar sol numa esplanada à beira-mar e enterrar os pés na areia. A maresia faz-me falta. Não espero um mergulho em Março, mas grãos de areia no cabelo já é bastante aceitável.

Irrequieta

Ericeira, 2007

Quando estou muito tempo parada começo a ficar irrequieta. Tenho bichos carpinteiros. Abano a perna. Mordo a língua e fico com comichões. Enfio dedos em orelhas alheias só porque me apetece. 
Ou vou a correr e atiro-me para cima das pessoas.

segunda-feira, 3 de Março de 2008

Bairro Alto [dois]

faz-me lembrar uma imagem saída dos anos 50

Bairro Alto [um]

sábado, 1 de Março de 2008

A Cura

direitos reservados

Lovesong | Whenever I'm alone with you you make me feel like I am home again Whenever I'm alone with you you make me feel like I am whole again Whenever I'm alone with you you make me feel like I am young again Whenever iI'm alone with you you make me feel like I am fun again However far away I will always love you However long I stay I will always love you Whatever words I say I will always love you Whenever I'm alone with you you make me feel like I am free again Whenever I'm alone with you you make me feel like I am clean again However far away I will always love you However long I stay I will always love you Whatever words I say I will always love you

Sábado, no Pavilhão Atlântico.
Há uma certa sensação e liberdade em andar descalço. A Anna, alemã de metro e oitenta, fazia-o sempre que podia. Em plena noite, em Madrid. Andei anos descalça na casa dos meus avós, a relva fria a fazer cócegas na planta dos pés, os dedos cheios de terra e lama que chegavam todos molhados do pequeno riacho onde saltava com os meus primos. Desde que a Casa deixou de nos acolher, nunca mais andei descalça. Assustam-me as pedras no caminho.