Domingo, 12 de Julho de 2009

10 razões para odiar festivais de música

[e o que nos leva a gostar deles]

Eu, fã assumida de música e de festivais, enquanto me arrastava para casa depois do terceiro dia de Alive, pensava porque raio gostamos tanto de uma coisa que até é, de certa forma, desagradável. E cheguei a algumas conclusões:

1. O bilhete é caro e obriga-nos a comprar o passe para os dias todos enquanto rogamos pragas aos chulos da promotora.
Mas interiormente queremos mesmo ir aos dias todos, mesmo que não compensasse, porque nos divertimos muito mais em ir todos os dias e a ver uma carrada de concertos.
2. Há pó por todo o lado, é preciso andar quilómetros para chegar a algum lado e não há sítios para sentar.
Mas dá aquela sensação de Verão, de férias, de adolescência, de amigos e de descontracção, tanto que passamos o dia sentados no chão e não nos importamos nada.
3. Temos de fazer piscinas entre os vários palcos para vermos o que queremos.
Mas variamos entre vários estilos e não vemos só o mainstream.
4. Só há cerveja, é cara e não tem gás.
Mas conseguimos bebê-la aos litros e com a maior vontade do mundo.
5. É preciso esperar imenso tempo para ouvir a banda que queremos mesmo.
Mas entretanto descobrimos coisas novas que gostámos.
6. As casas de banho são nojentas.
Mas com toda a cerveja cara e sem gás que já bebemos nem notamos.
7. A comida é de plástico e estupidamente cara.
Mas comer um cachorro do psicológico às 3 da manhã sabe pela vida.
8. A fila do multibanco é interminável.
Mas compramos sempre alguma coisa gira nas lojinhas de artesanato.
9. Há milhares de pessoas que nos dão encontrões e criam filas em todo o lado.
Mas encontramos sempre aquele amigo que não vemos há mil anos ou fazemos amizade com os tipos que estão ao nosso lado no concerto porque está tudo na mesma onda.
10. Demoramos horas a sair do recinto e a chegar até ao carro.
Mas encaramos essa travessia como uma espécie de medalha de honra e, no percurso, relembramos os melhores concertos, os momentos mais palermas da noite e dizemos palhaçadas.

Conclusão? Venham mais, muitos mais, sempre. [impressões sobre os outros dois dias de Alive amanhã, que hoje faz-se tarde]

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

day one

O primeiro dia de Alive soube-se a pouco. Não havia nada, tirando Metallica, que eu quisesse verdadeiramente ver. E o concerto de Metallica foi vários pontos abaixo do que estava à espera, de tal modo que acabei a noite a conversar, de cerveja na mão, com o C., a ouvir o James com pouca atenção.

Do resto do dia pouco a registar, era de facto o dia mais fraco. Surpreendeu-me pela positiva os Delphic, que não conhecia e gostei da mistura electrónica com rock que me fez lembrar Cut Copy. Gostei de Air Traffic, de quem só conhecia aquela música do anúncio da Super Bock e cujo concerto me deu vontade de ir ouvir o CD com atenção [Muse encontra-se com Editors, o que me parece bem!!!]. E, em TV on the Radio, que já tinha visto no SBSR, fui disparada para o pé do palco quando começaram os primeiros acordes do Wolf like me. Klaxons desiludiu-me, esperava mais a melhor, vi uma repetição do que já tinha visto no SBSR mas até achei que estavam com menos pujança. E, estranhamente, até gostei do espectáculo apresentado por Slipknot, uma banda que não me diz nada [mas o vocalista tem uma voz brutal].

Hoje é dia de palco secundário, começando com Gaslight Anthem, o meu mais recente vício, seguido de Late of the Pier, Hadouken! e Does it offend you yeah? O momento alto, para mim, vai ser Placebo, que nunca vi. E, não sendo grande fã de Prodigy, vou aguardar o concerto com curiosidade.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Sei que estou a ficar velha quando... [oito]

Bocejo de sono na discoteca.

madrugadas [um]

questionar. Sempre. Mesmo quando tudo parece garantido, óbvio e decidido. Questionar, sempre, se é assim que faz sentido, neste lugar, nestas funções, com esta vida. Questionar, sempre. Porque um dia, às vezes, o que achamos certo é errado e o que achamos eterno termina... e aí foge-nos o chão debaixo dos pés.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Alive

três dias de concertos, pó e vento.

Adoro.

evidências [seis]

os sofás estão caros.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

A despedida de solteira de uma das minhas melhores amigas não meteu strippers mas teve direito a horas de piscina, conversa sem parar (temos a capacidade de falar durante horas e do assunto nunca acabar), muitas horas a dançar, copos atrás de copos, coreografias, carradas de fotos e até de peixeirada no aeroporto.

Fez-me pensar em como estamos crescidas, em como os temas de conversa mudaram ao longo dos anos. A M., companheira inseparável de saídas para a Kapital à quinta-feira (mesmo em véspera de exames) e ao sábado, de cenoura do rio só porque bebíamos sem pagar e de muitas férias passadas em tendas a descer o alentejo até ao algarve, a M., que visitei em Salamanca durante nosso Erasmus, com quem partilhei tardes de estudo, horas de conversa ao telefone, lágrimas e risos, dias de praia e olhares que dizem tudo. A M., que vejo com orgulho na televisão, que encontro em trabalho no Parlamento, que conta confiante os preparativos para o casamento e que se ri sempre que relembramos a noite em que arrastei o noivo dela para casa, de tão bêbado que ele estava. A M. é a primeira e, por ter partilhado tanto com ela, faz-me sentir crescida. Mas contente por ter com quem passar esta evolução e poder olhar para trás e recordar momentos tão bons.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

uma semana de folgas

que começam amanhã, bem cedo, a caminho de uma despedida de solteira.

Faz corninhos e demite-se

Manuel Pinho, ministro da Economia, fez cornos à bancada do PCP e a seguir demitiu-se.

Sem comentários.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

trazer trabalho para casa

odeio.